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Decreto 49.487/20 – Retomada dos Eventos Sociais.

@Secovi - 29/09/2020


Ilustríssimos(as) Srs.(as) responsáveis legais dos condomínios residenciais e não residenciais, administradoras de condomínios, administradoras de imóveis e imobiliárias.

O Governo do Estado de Pernambuco, no dia 25 de setembro de 2020, através do Decreto nº. 49.487/20, no seu artigo 1º, alterou os artigos 11, 12, 13, 17 e 18 do Decreto nº 49.055/20, permitindo a retomada a partir do dia 28 de setembro de 2020, das realizações de eventos sociais, limitados a 30% (trinta por cento) da capacidade do ambiente, com até no máximo 100 (cem) pessoas.

Portanto, o uso do salão de festa do condomínio está liberado para os eventos sociais, devendo ser respeitado os mesmos limites de capacidade impostos para a realização de assembleias, ou seja, 30% (trinta por cento) da capacidade do ambiente em que será realizado, com até no máximo 100 (cem) pessoas, observadas as normas sanitárias relativas à higiene, ao distanciamento mínimo e ao uso obrigatório de máscara.

Feitas tais considerações, esperamos auxiliá-los no enfrentamento deste contexto de calamidade pública, sendo certo que mantemo-nos ao inteiro dispor por meio do telefone (81) 2123-9400 das 08:00h às 18:00h, de segunda a sexta-feira.

Sem mais para o momento, renovamos nossos protestos de estima e consideração.

Atenciosamente,
Márcio Gomes
Presidente

Sem controle, perfuração de poços gera risco

Candidato à presidência do Crea-PE alerta para multiplicação de intervenções do homem no solo, comprometendo os mananciais

@Fonte: Diário de Pernambuco - Local - 30/09/2020


A perfuração desenfreada de poços em algumas cidades do estado de Pernambuco, como o bairro de Boa Viagem, no Recife, sobretudo no final da década de 1990, devido à maior crise no abastecimento de água na Região Metropolitana do Recife, tem consequências sentidas até hoje. Essa multiplicação de intervenções do homem no solo - milhares de poços clandestinos foram construídos - comprometeu os mananciais subterrâneos, que baixaram de forma alarmante o nível da água no aquífero, onde chegou a mais de 100 metros de profundidade.

Desde 1998, está proibida a perfuração de novos poços no bairro para conter o rebaixamento e controlar a vazão. O engenheiro geólogo Waldir Duarte Costa Filho, mestre em recursos hídricos subterrâneos, alerta para o risco de subsidência - "afundamento" do solo da região, caso poços clandestinos sejam feitos ou haja um déficit na fiscalização para evitar que leigos atuem nesse segmento.

“Perfurar um poço, não é só cavar um buraco. Um poço mal construído pode levar sua construção abaixo. Ou seja, não é só a perda financeira. A pessoa que busca uma solução desse tipo, mas feita por um leigo e sem capacitação, está colocando em risco as vidas de seus familiares e de outros vizinhos. É um enorme risco para todos. Por isso, cobramos bastante desse assunto”, destaca Waldir, que participou de um primeiro estudo de zoneamento, em 1998, que tratou do assunto.

Esse é apenas mais uma dos pontos que Waldir vem comentando em sua campanha à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), que acontece amanhã. A preocupação com o lado do profissional dos engenheiros está somada à questão do crescimento ordenado das zonas urbanas, com um olhar acentuado para atenuar os problemas sociais, que se refletem várias vezes com edificações sem qualquer condição digna de moradia. Inclusive, umas das 33 propostas encampadas por Waldir é a implantação do Projeto Engenharia Social, que pretende ajudar os profissionais locais a captar recursos federais que ajudem a tirar propostas do papel e assim beneficiar não apenas os profissionais, mas a sociedade menos favorecida.

A ideia de Waldir é avançar no que foi realizado no Crea nos últimos anos, com intuito de democratizar os serviços da instituição para a categoria. A chapa também é composta por Roberta Menezes, que concorre para a Mútua – a Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea – e André Lopes, para diretor de Administração do Mútua. Entre as propostas da chapa está a criação de um banco de talentos para otimizar o processo de contratação de profissionais. “Vamos promover, tanto no site quanto nas mídias sociais, um espaço onde as empresas de engenharia poderão ofertar suas vagas de emprego. O banco de talentos será para os profissionais que estão desempregados poderem disponibilizar as suas habilidades”, explica Waldir.

Uma das demandas que o grupo pretende atender na nova gestão do Conselho é a fiscalização – por meio de acionamento do Ministério Público e da Justiça – do pagamento do piso salarial da categoria, que é de oito salários mínimos e meio para uma carga horária de oito horas de trabalho e de seis salários para seis horas de trabalho. “A chapa tem como uma das metas o essencial, que é a sobrevivência do profissional”, enfatiza.

- Pandemia

Diante dos desafios impostos pela crise sanitária da Covid-19, Waldir garantiu que o Crea-PE vai estimular engenheiros para atuarem no desenvolvimento da construção civil no cenário pós-pandemia, principalmente a partir do próximo ano.

“Isso seria por meio de ações que facilitem o trabalho do engenheiro, principalmente em relação ao jovem profissional. Além da criação de startups, que queremos fomentar junto ao Sebrae e ao Porto Digital. Essa ideia surgiu porque vimos, na pandemia, muitas iniciativas principalmente nas áreas de engenharia mecânica, com pessoas criando coisas como drones para monitoramento. Tudo isso foi estimulado na pandemia e queremos incentivar. A parceria com o Sebrae já existe e queremos aumentar, trazendo o Porto Digital para junto”, esclarece.