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Notícias

José Carlos Martins, da CBIC, destaca diálogo e inovação como caminhos para o futuro da construção civil e do mercado imobiliário

@Secovi-PE - 10/11/2025


Com uma trajetória marcada pela atuação em grandes programas nacionais de habitação, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o engenheiro civil e presidente do Conselho Consultivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, abriu sua palestra no Conami 2025 com uma reflexão sobre o papel do diálogo na construção do presente e do futuro do setor. “O presente e o futuro [do setor] se fazem com diálogo. O Minha Casa, Minha Vida só surgiu por causa do setor da construção, com movimentos sociais e secretários da habitação em diálogo”.

Com o tema “O futuro da Construção Civil e do Mercado Imobiliário”, Martins conduziu o público a uma análise sobre os fatores que permitiram a multiplicação dos investimentos em habitação nas últimas décadas. Segundo ele, o avanço foi impulsionado por marcos legais e institucionais que transformaram o mercado. “A gente multiplicou o investimento em habitação”, destacou, relembrando momentos-chave dessa trajetória, como a Lei 10.931, de 2004, que estruturou garantias e deu segurança jurídica às incorporações imobiliárias; o lançamento do Minha Casa, Minha Vida, em 2009, que expandiu o acesso à moradia; a Lei dos Distratos, de 2018, que trouxe equilíbrio nas relações entre compradores e construtoras; entre outros. Para José Carlos, o mercado imobiliário se consolidou, a partir desses fatores, como um dos principais motores econômicos do país, com o financiamento habitacional tornando-se, hoje em dia, um “business” para o sistema financeiro.

Outro ponto destacado pelo engenheiro foi a necessidade de repensar o uso e a ocupação dos espaços urbanos. Ele chamou atenção para o paradoxo das cidades brasileiras, que “crescem mais do que a população”, enquanto os números de imóveis desocupados superam até mesmo os de déficit habitacional. Nesse contexto, José Carlos defendeu a reocupação dos centros urbanos e a criação de mecanismos que estimulem o mercado secundário de imóveis, com condições mais favoráveis à comercialização de unidades usadas. Como exemplo, ele citou o mercado de automóveis.

José Carlos alertou para a urgência de enfrentar o desafio da produtividade nos canteiros de obra. Esse é um ponto que, segundo ele, será determinante para o futuro da construção civil. “Se a gente não mexer com isso, a gente vai ter problemas”, pontuou. Entre os fatores que fazem parte desse processo, ele citou a reforma tributária, a carência de mão de obra especializada, as crescentes exigências legais e socioambientais e as demandas do período pós-obra. Baseado na lógica das montadoras de veículos, ele destacou a importância de um novo olhar para os processos construtivos, propondo o conceito de “componentizar”, uma reflexão sobre o uso e a integração dos componentes que fazem parte das obras. Para ele, é preciso projetar o produto com foco nas necessidades do cliente e coordenar fornecedores especializados, de forma a elevar a qualidade da entrega. “Eu sempre vejo que a oportunidade que a gente tem de melhorar a vida das pessoas, e isso trazer um ganho pra gente, é o que mais se pode fazer de melhor”, encerrou o engenheiro, ao fim de sua apresentação.

Ponte de R$100 milhões

@Fonte: Jornal do Commercio - Cidades - 01/09/2022


A nova ponte do Recife, que ligará o bairro de Areias, na Zona Oeste, ao da Imbiribeira, na Zona Sul, tem orçamento estimado em R$ 100,5 milhões aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura. A informação exclusiva foi obtida pelo JC por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A gestão municipal confirmou também que, de fato, vai realizar a obra para construção do equipamento. A ponte é prometida há pelo menos 40 anos na capital pernambucana. Ele irá da Avenida Tapajós, em Areias, até a Avenida Engenheiro Alves de Souza, na Imbiribeira, totalizando 335 metros. Junto à construção, estão previstas obras viárias em 2,3 quilômetros das vias.

Para a execução, o poder municipal estima que 76 imóveis devam ser desapropriados, com valor estimado de R$ 6,4 milhões em indenizações - que ainda serão discutidos com os moradores. Questionada, a prefeitura não respondeu quantos têm a posse das terras - com isso, os moradores recebem, além da construção, também pelo valor do terreno. Ainda, afirmou que “não existe previsão de construção de habitacional para as famílias expropriadas”. O processo de licitação tem previsão para ser iniciado ainda neste mês de setembro, com a posterior contratação da firma vencedora de tal certame. Só a partir da conclusão desse processo, a data de início das obras po derá ser confirmada - informou a gestão.

O projeto conta com quatro faixas de rolamento (duas em cada sentido), ciclofaixa bidirecional de 2,3km em toda a via, 15 novas paradas de ônibus e requalificação das calçadas para garantia da acessibilidade, como piso tátil direcional e de alerta, além de faixas de pedestres e travessias em nível. Pretende-se embutir a rede de telecomunicações, remanejar drenagem, o abastecimento de água e a coleta de esgoto para a faixa de rolamento, requalificar a rede de iluminação pública e o pavimento e replantar 261 árvores, totalizando arborização com mais de 350 árvores. A gestão também pretende fazer obras complementares de urbanismo, paisagismo e acessibilidade, além de um espaço de convivência na Avenida Tapajós.

ANÚNCIO O prefeito João Campos (PSB) afirmou em 7 de julho que anunciaria ainda no segundo semestre “talvez a maior ponte que o Recife vai ter”. “No segundo semestre a gente vai estar anunciando outra grande ponte na cidade, talvez a maior ponte que o Recife vai ter. É mais um sonho realizado no Recife, que há mais de 15 anos não fazia uma grande ponte”, pontuou o gestor municipal. Atualmente, está em execução a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que ligará o Monteiro à Iputinga. As obras foram retomadas pela gestão atual em setembro de 2021 após sete anos paralisadas, mas enfrentam resistência de moradores. Isso porque o projeto prevê a desapropriação de 53 casas da Vila Esperança-Bodocó, uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) da cidade.