Ao abordar Cidades Inteligentes, Stella Hiroki destaca a transformação urbana
@Secovi-PE - 17/11/2025
A forma como vivemos, nos deslocamos e interagimos com o espaço urbano está passando por uma profunda transformação. As chamadas cidades inteligentes surgem justamente desse movimento, que busca criar ambientes mais sustentáveis e eficientes. A pesquisadora e arquiteta Stella Hiroki, pós-doutoranda no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC (PósARQ) e doutora em Cidades Inteligentes pela PUC-SP, esteve no Conami 2025, no Recife, para falar sobre esse tema na palestra “Cidades inteligentes: uma perspectiva brasileira”.
Stella reforçou, inicialmente, que o debate sobre cidades inteligentes precisa começar de forma prática. “Mais do que aplicarmos na visão macro uma cidade inteligente, é importante olhar, nesse primeiro passo, como vocês podem mudar a comunidade de vocês e aplicar essa inteligência no espaço urbano”, afirmou.
Para além da visualização prática, a pesquisadora destacou que compreender o contexto histórico e social que remete à inovação nos espaços urbanos é essencial para entender o surgimento das cidades inteligentes enquanto conceito. Em sua primeira abordagem, Stella comparou o momento atual à virada do século XIX para o XX, quando a modernização urbana transformou as formas de viver nas cidades. “O contexto das cidades inteligentes está relacionado às mudanças nas experiências urbanas que os cidadãos podem vivenciar”, correlacionou. Stella trouxe em pauta, também, a Exposição Universal de Chicago, evento marcado pela introdução da luz elétrica e que remete ao mesmo período de verticalização urbana, com o advento dos elevadores. A pesquisadora destacou que hoje vivemos uma revolução semelhante, porém com um recurso diferente: a intermediação da tecnologia em nossa relação com as cidades.
A pesquisadora apontou que não há uma definição universal para o conceito de cidade inteligente, mas ressaltou três pilares essenciais: a agenda internacional, composta por documentos como os ODS 2030, a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes e diretrizes da União Europeia; a ampliação da infraestrutura tecnológica no espaço urbano; e a transformação na gestão das cidades, que se aproxima cada vez mais de modelos empresariais. Ao tratar da realidade brasileira, entretanto, Stella observou que o país vive estágios diferentes de aplicação do conceito. Cidades como Rio de Janeiro e Curitiba são referências em projetos pontuais, mas não há, ainda, um município totalmente conectado e conceituado como uma cidade inteligente. “São algumas áreas dessas cidades que ganham destaque nesse contexto, mas que geralmente são utilizadas em discursos e rankings para gerar investimento local”, explicou.
Ela também destacou a importância da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, documento que reúne diretrizes e conceitos, mas que, segundo ela, ainda carece de instruções práticas. “Ela mostra os ingredientes, mas não mostra o passo a passo para que o município se torne inteligente”, disse.
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