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Notícias

De acordo com pesquisa da Fiepe, mercado imobiliário de usados sofre retração em julho de 2026

@Secovi-PE - 27/08/2026


O cenário do mercado de imóveis usados em Pernambuco, com foco no desempenho das operações de venda e locação, pautou a reunião-almoço promovida pelo Secovi-PE na quinta-feira, 27, no auditório da entidade. O encontro reuniu empresários associados para a apresentação e análise dos resultados de julho de 2026 da pesquisa “Perfil do Mercado Imobiliário de Usados”, realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco - Fiepe, por solicitação do Sindicato.

A apresentação foi conduzida pela economista Denise Honorato, que detalhou os dados coletados no período e traçou comparativos com o mês anterior e com julho de 2025, permitindo aos participantes uma leitura da evolução recente do mercado. “Em julho deste ano, foi identificada uma redução tanto no volume de imóveis ofertados para venda quanto para locação. Foi uma redução de 2,83% do total de imóveis disponíveis para comercialização, e de 6,09% entre os colocados para locação”, comentou ela.

De acordo com os dados apresentados, em julho, o mercado imobiliário de usados compreendido pela pesquisa totalizou 59.891 imóveis, entre comerciais e residenciais, sendo 48.424 destinados à venda e 11.467 para aluguel. O encontro também abriu espaço para a troca de percepções entre os empresários sobre o atual momento do setor.

Chamou a atenção unidades habitacionais voltadas para a classe média, que cada vez mais se mostram uma alternativa atraente na hora da compra quando comparados com os lançamentos. “Os novos muitas vezes estão em uma localização pouco privilegiada, enquanto antigos na faixa de 10 a 12 anos, com excelente localização, mantém padrão semelhante com boas áreas de lazer”, falou o diretor de Compra e Venda do Secovi-PE, Elísio Cruz Jr. “As construtoras que lançarem novos empreendimentos no mesmo perfil deverão ter mais dificuldade para comercializar as unidades, por isso é importante apostar em diferenciais que justifiquem a distância”, completou.

Denise Honorato aproveitou o espaço também para falar sobre o novo Índice de Velocidade de Vendas - IVV, pesquisa voltada aos lançamentos imobiliários no Grande Recife, que agora passa a incorporar também Caruaru e Petrolina. “Além disso, a plataforma nova passa a permitir que o usuário consiga filtrar uma análise do mercado por tipologia, região demográfica, origem de recursos, entre outros tópicos incluídos na pesquisa”, finaliza ela.

Já no segmento comercial, chamou a atenção dos presentes o aumento da fatia do grupo Galpão/Depósito/Armazém, para locação, respondendo por 42,19% da oferta. A pesquisa completa pode ser conferida no site do Secovi-PE, assim como o histórico dos relatórios mensais.

Ponte de R$100 milhões

@Fonte: Jornal do Commercio - Cidades - 01/09/2022


A nova ponte do Recife, que ligará o bairro de Areias, na Zona Oeste, ao da Imbiribeira, na Zona Sul, tem orçamento estimado em R$ 100,5 milhões aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura. A informação exclusiva foi obtida pelo JC por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A gestão municipal confirmou também que, de fato, vai realizar a obra para construção do equipamento. A ponte é prometida há pelo menos 40 anos na capital pernambucana. Ele irá da Avenida Tapajós, em Areias, até a Avenida Engenheiro Alves de Souza, na Imbiribeira, totalizando 335 metros. Junto à construção, estão previstas obras viárias em 2,3 quilômetros das vias.

Para a execução, o poder municipal estima que 76 imóveis devam ser desapropriados, com valor estimado de R$ 6,4 milhões em indenizações - que ainda serão discutidos com os moradores. Questionada, a prefeitura não respondeu quantos têm a posse das terras - com isso, os moradores recebem, além da construção, também pelo valor do terreno. Ainda, afirmou que “não existe previsão de construção de habitacional para as famílias expropriadas”. O processo de licitação tem previsão para ser iniciado ainda neste mês de setembro, com a posterior contratação da firma vencedora de tal certame. Só a partir da conclusão desse processo, a data de início das obras po derá ser confirmada - informou a gestão.

O projeto conta com quatro faixas de rolamento (duas em cada sentido), ciclofaixa bidirecional de 2,3km em toda a via, 15 novas paradas de ônibus e requalificação das calçadas para garantia da acessibilidade, como piso tátil direcional e de alerta, além de faixas de pedestres e travessias em nível. Pretende-se embutir a rede de telecomunicações, remanejar drenagem, o abastecimento de água e a coleta de esgoto para a faixa de rolamento, requalificar a rede de iluminação pública e o pavimento e replantar 261 árvores, totalizando arborização com mais de 350 árvores. A gestão também pretende fazer obras complementares de urbanismo, paisagismo e acessibilidade, além de um espaço de convivência na Avenida Tapajós.

ANÚNCIO O prefeito João Campos (PSB) afirmou em 7 de julho que anunciaria ainda no segundo semestre “talvez a maior ponte que o Recife vai ter”. “No segundo semestre a gente vai estar anunciando outra grande ponte na cidade, talvez a maior ponte que o Recife vai ter. É mais um sonho realizado no Recife, que há mais de 15 anos não fazia uma grande ponte”, pontuou o gestor municipal. Atualmente, está em execução a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que ligará o Monteiro à Iputinga. As obras foram retomadas pela gestão atual em setembro de 2021 após sete anos paralisadas, mas enfrentam resistência de moradores. Isso porque o projeto prevê a desapropriação de 53 casas da Vila Esperança-Bodocó, uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) da cidade.