Em almoço no Secovi-PE, secretária estadual Simone Nunes discute perspectivas do mercado imobiliário
@Secovi-PE - 24/09/2026
As perspectivas para o mercado imobiliário de Pernambuco foram discutidas na última quinta-feira (24), durante reunião-almoço promovida pelo Secovi-PE. Convidada do encontro, a secretária estadual de Projetos Estratégicos, Simone Nunes, apresentou os investimentos do Governo de Pernambuco na habitação e os indicadores que apontam a continuidade da expansão do setor.
O volume de recursos emprestados para a habitação no estado passou de R$ 1,06 bilhão, em 2023, para R$ 1,79 bilhão, em 2024, chegando a R$ 2,34 bilhões em 2025. No mesmo período, o número de unidades habitacionais contratadas cresceu de 9.176 para 17.547.
Em 2026, a aplicação de recursos do FGTS em Pernambuco alcançou R$ 4,91 bilhões, mais de R$ 1 bilhão acima do orçamento inicial de R$ 3,85 bilhões. Entre as iniciativas responsáveis por esse desempenho está o Morar Bem Pernambuco, por meio da modalidade Entrada Garantida, quando o Estado concede um subsídio de R$ 20 mil para famílias com renda de até dois salários-mínimos adquirirem o primeiro imóvel.
Atualmente, o programa reúne 471 empreendimentos cadastrados por 143 empresas da construção civil, distribuídos por 35 municípios. De acordo com Simone, 74% das unidades disponibilizadas já foram aprovadas, enquanto 9.470 ainda permanecem disponíveis. A renda média dos beneficiários entre 2025 e 2026 foi de R$ 2,3 mil.
ESTADO INVESTE MAIS EM HABITAÇÃO
A secretária aproveitou o encontro para apresentar a carteira de projetos habitacionais do Estado. São 37 empreendimentos propostos em 15 municípios, com 4.698 unidades e R$ 21,7 milhões em contrapartidas estaduais. Desse total, 16 já estão em obras. Outros 27 empreendimentos foram contratados em 26 municípios, com 865 unidades e R$ 100 milhões em contrapartidas.
Durante o almoço, um dos pontos levantados pelo setor foi a necessidade de atrelar as entregas dos imóveis populares a um trabalho social permanente, que vincule os aspectos necessários de boa convivência em condomínios, até para evitar que esses imóveis, especialmente os retrofitados, venham a se degradar novamente ao longo do tempo, por falta mau uso e falta de manutenção.
"Essa troca de hoje foi fundamental e eu vou levar daqui uma reflexão importante, que é a perspectiva do setor com questões que talvez a gente minimize ou não foque tanto, especialmente as relacionadas à manutenção e à longevidade desse processo de reduzir o déficit habitacional", declarou Simone Nunes.
Para os associados do Secovi-PE, os dados indicam oportunidades para imobiliárias, incorporadoras, administradoras e demais empresas da cadeia imobiliária, especialmente no segmento econômico e em cidades do interior. A construção civil gerou mais de 18 mil empregos em Pernambuco em 2026, enquanto o impacto econômico do Morar Bem PE é estimado em R$ 2 bilhões por ano.
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