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Notícias

Curso Aluguel e Administração de Imóvel

@Secovi - 12/02/2021


O Secovi-PE é apoiador do curso “Aluguel e Administração de Imóveis”, que será proferido pelo advogado, perito avaliador e professor universitário, Frederico Mendonça, nos dias 24 e 25 de março, na sede do Sinduscon-PE.
Entre os pontos que serão abordados no curso estão como encantar e transformar o proprietário do imóvel em um cliente; como selecionar inquilinos e fiadores; como escolher a garantia adequada; conhecer os aspectos que valorizam ou desvalorizam o aluguel; como cobrar de forma eficiente; como tornar a administradora mais rentável; modelos de contratos e fichas cadastrais; entre outras tantas especificidades, dicas e informações importantes.
Para efetuar a inscrição, é só acessar no link abaixo.

O pagamento poderá ser parcelado no cartão de crédito.

Link: http://fredericomendonca.com.br/curso-aluguel-e-administracao-de-imoveis-24-e-25-de-marco-de-2021/

Menos casas na baixa renda

@Fonte: Jornal do Commercio - Editorial - 24/11/2021


As vendas de imóveis novos para a população de baixa renda, que se vale do programa Casa Verde e Amarela, vêm caindo desde 2019. Este ano, de julho a setembro, a queda chegou a 20%, em comparação ao mesmo período no ano passado, enquanto a redução para os imóveis novos de maneira geral foi de 9,5%. No Nordeste, a fatia do mercado para o programa habitacional do governo federal - antigo Minha Casa Minha Vida - já foi de 60%, e hoje está em 40%. O dramático nessa crise é que os cidadãos que dependem de um programa que facilite o negócio vêm perdendo participação no mercado nacional.

A perspectiva que combina os custos crescentes da construção civil com a inflação em alta, que corrói o parco poder aquisitivo da maioria da população, além de estreitar as margens de lucro do empreendimento imobiliário, traz incerteza para o programa em 2022. Por isso, são esperadas novas mudanças a serem anunciadas pelo governo federal, no sentido de restaurar a viabilidade, tanto para quem vende, quanto para quem sonha com a compra da casa própria. Os números dos últimos anos confirmam o desequilíbrio entre a necessidade de oferta para o déficit habitacional, e a diminuição das condições econômicas para que o mercado seja capaz de suprir a demanda.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o paradoxo prejudica quem mais precisa. "Onde está 90% do déficit habitacional, há redução de participação do mercado, e crescimento onde está 10% do déficit", aponta José Carlos Martins. A inversão se deve a problemas que se acentuam, como o aumento dos custos formando um preço inalcançável para as famílias de baixa renda. Como se trata do único tipo de imóvel possível, o sonho é adiado. Por outro lado, as famílias com maior poder de compra têm a chance de procurar um imóvel mais barato, o que não se ocorre para quem já está no patamar mais baixo de preços.

Ao retirar a prioridade para a baixa renda, cortando subsídios de natureza compensatória, as alterações no Casa Verde e Amarela desconsideram a emergência do déficit de moradias como um desafio social a ser enfrentado com soluções econômicas adequadas. E a economia como um todo pode se ver em situação complicada, na medida em que a geração de empregos atrelada à construção for atingida pela negação do apoio à parcela mais importante para o mercado habitacional no Brasil. O cenário é preocupante para além do desempenho geral do setor: o PIB da construção deve crescer em torno de 5% no País, com aumento de 10% nas vendas, por causa das fatias mais caras de imóveis. O que acende o alerta é a minimização do déficit de moradias como prioridade de governo, deixando milhões de brasileiros sem oportunidade para conquistar acesso à casa própria.

Vale dizer que a questão habitacional pode ser objeto de políticas públicas não apenas no âmbito federal, mas de origem estadual e municipal - e é sobre a qualidade de vida nas cidades que a falta de moradia incide.