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Notícias

Tiago Monteiro analisa cenário econômico e prospecta o mercado imobiliário em 2026

@Secovi-PE - 12/11/2025


Educação financeira, economia e mercado foram os pilares que marcaram o início da tarde do primeiro dia do Conami 2025, com a palestra “Macro Cenário Econômico: perspectivas para o ano de 2026 e seus reflexos no mercado imobiliário”, ministrada por Tiago Monteiro, economista e colunista em finanças e investimentos.

No início de sua apresentação, Tiago destacou o desafio de compreender e antecipar o comportamento do cenário econômico nacional. “Estamos falando de algo muito desafiador, porque a gente não vende com uma bola de cristal”, afirmou, ao ilustrar que o mercado errou 95% das previsões sobre economia e Bolsa desde 2021. “Quando a gente fala do Brasil, até o passado é incerto”, completou, referenciando a frase de Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda do Brasil.

Durante a palestra, Tiago explicou que as previsões econômicas dependem de variáveis e condicionantes que mudam constantemente. “Quando a gente fala de finanças, estamos falando das variáveis que temos hoje e projetando algo para a frente”, pontuou. Entre os principais elementos que influenciam o ambiente macroeconômico, o economista destacou o risco-país, medida utilizada para medir o nível de confiabilidade em investir numa nação, e a trajetória da dívida pública, cuja composição, segundo dados da IFI de agosto de 2025, é formada por 20% em títulos prefixados, 26% atrelados à inflação, 50% de taxa flutuante e 4% em câmbio.

Ao abordar a reforma tributária, Tiago chamou atenção para as transformações esperadas e os impactos sobre o mercado. “Muita coisa tende a acontecer, principalmente para aquelas pessoas que não estão preparadas para essa mudança”, observou. O economista ressaltou ainda que “quem chegar antes, quem chegar primeiro, tende a se posicionar melhor no mercado e surfa a onda na crista”. No contexto do mercado imobiliário, o economista apresentou tendências relevantes, como o aumento do valor dos aluguéis, com Recife figurando como cidade mais cara do Nordeste, superando Rio de Janeiro e Florianópolis; e a diminuição na procura por apartamentos próprios. “A gente tem muita possibilidade quando o assunto é um segmento totalmente descolado”, explicou, se referindo à flexibilidade no mercado imobiliário.

Em um cenário otimista, Tiago citou o novo crédito imobiliário, que deve liberar cerca de R$36,9 bilhões imediatos para habitação, o que irá potencializar o setor e abrir espaço para novos investimentos. “Muita coisa está para acontecer e está acontecendo”, afirmou. Ao concluir, o economista destacou a importância de se manter atualizado e atento às movimentações do mercado financeiro e imobiliário. Para ele, é necessário compreender três variáveis: analisar o comportamento do mercado financeiro, a reação do mercado imobiliário a esse comportamento, e o que fazer a partir dessas duas análises.

O Conami 2025 aconteceu nos dias 29 e 30 de outubro, reunindo especialistas, gestores e profissionais de todo o Brasil para discutir as tendências e os desafios que moldam o presente e o futuro dos setores imobiliário e condominial.

Ponte de R$100 milhões

@Fonte: Jornal do Commercio - Cidades - 01/09/2022


A nova ponte do Recife, que ligará o bairro de Areias, na Zona Oeste, ao da Imbiribeira, na Zona Sul, tem orçamento estimado em R$ 100,5 milhões aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura. A informação exclusiva foi obtida pelo JC por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A gestão municipal confirmou também que, de fato, vai realizar a obra para construção do equipamento. A ponte é prometida há pelo menos 40 anos na capital pernambucana. Ele irá da Avenida Tapajós, em Areias, até a Avenida Engenheiro Alves de Souza, na Imbiribeira, totalizando 335 metros. Junto à construção, estão previstas obras viárias em 2,3 quilômetros das vias.

Para a execução, o poder municipal estima que 76 imóveis devam ser desapropriados, com valor estimado de R$ 6,4 milhões em indenizações - que ainda serão discutidos com os moradores. Questionada, a prefeitura não respondeu quantos têm a posse das terras - com isso, os moradores recebem, além da construção, também pelo valor do terreno. Ainda, afirmou que “não existe previsão de construção de habitacional para as famílias expropriadas”. O processo de licitação tem previsão para ser iniciado ainda neste mês de setembro, com a posterior contratação da firma vencedora de tal certame. Só a partir da conclusão desse processo, a data de início das obras po derá ser confirmada - informou a gestão.

O projeto conta com quatro faixas de rolamento (duas em cada sentido), ciclofaixa bidirecional de 2,3km em toda a via, 15 novas paradas de ônibus e requalificação das calçadas para garantia da acessibilidade, como piso tátil direcional e de alerta, além de faixas de pedestres e travessias em nível. Pretende-se embutir a rede de telecomunicações, remanejar drenagem, o abastecimento de água e a coleta de esgoto para a faixa de rolamento, requalificar a rede de iluminação pública e o pavimento e replantar 261 árvores, totalizando arborização com mais de 350 árvores. A gestão também pretende fazer obras complementares de urbanismo, paisagismo e acessibilidade, além de um espaço de convivência na Avenida Tapajós.

ANÚNCIO O prefeito João Campos (PSB) afirmou em 7 de julho que anunciaria ainda no segundo semestre “talvez a maior ponte que o Recife vai ter”. “No segundo semestre a gente vai estar anunciando outra grande ponte na cidade, talvez a maior ponte que o Recife vai ter. É mais um sonho realizado no Recife, que há mais de 15 anos não fazia uma grande ponte”, pontuou o gestor municipal. Atualmente, está em execução a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que ligará o Monteiro à Iputinga. As obras foram retomadas pela gestão atual em setembro de 2021 após sete anos paralisadas, mas enfrentam resistência de moradores. Isso porque o projeto prevê a desapropriação de 53 casas da Vila Esperança-Bodocó, uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) da cidade.