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Notícias

Reflexões sobre diversidade, discurso e desigualdade são provocadas por Rita Von Hunty, responsável pelo encerramento do 22º Conami

@Secovi-PE - 16/12/2025


A participação da pesquisadora e professora Rita Von Hunty no último dia do Conami 2025, 30 de outubro, reuniu uma plateia atenta para uma discussão que cruzou temas como cultura, discurso e estruturas de poder. Com base em seu curso, “Produção social da desigualdade e o mundo do trabalho”, Rita propôs uma imersão com foco em uma pergunta central: o que vemos, ou deixamos de ver, quando falamos sobre desigualdade?

Para iniciar sua fala, Rita propôs um debate sobre a definição de cultura. Não como algo abstrato, mas como resultado de um cultivo histórico. Ao apresentar a etimologia latina coleve, que origina as palavras “culto”, “cultura” e “cultivar”, ela destacou a ideia de que tudo o que uma sociedade planta e cuida ao longo do tempo se transforma em cultura, e é expressa por meio dela. Esse cultivo, entretanto, nem sempre é benigno. Para ilustrar isso, ela trouxe exemplos da realidade brasileira, atravessada por violências estruturais que também se tornam práticas culturais.

A educadora conduziu o público a observar a língua portuguesa como um documento histórico. Expressões como “cantar de galo”, “forte como um touro” ou “vaca” revelam valores e relações de poder sedimentados ao longo dos séculos. “Aquilo que falamos não é apenas o que falamos”, destacou, ao mostrar como sentidos atribuídos a essas palavras refletem disputas de gênero e a construção de estereótipos. Rita analisou ainda termos como “denegrir”, “magia negra” e “judiar”, conectando-os a momentos históricos como o escravismo, o antissemitismo e à produção de minorias como grupos “marcados”. Para aprofundar o conceito, Rita ainda trouxe um exemplo comparativo com a língua japonesa, onde “denegrir” não carrega conotação moral, apenas descreve escurecimento físico, o que evidencia o caráter histórico da linguagem.

A partir do filósofo Achille Mbembe, Rita explorou o surgimento da noção moderna de “raça” e como um ideal único passou a representar e segmentar grupos inteiros. Ela explica que esse ideal é selecionado por quem, historicamente, detém o poder cultural, econômico e político. Ao relacionar estereótipos às práticas cotidianas, Rita mostrou como essa lógica opera no mercado de trabalho, na contratação, na promoção e no acesso a espaços de decisão entre pessoas. “Olhe em volta. Quem chega? Quem participa? Quem está nas posições-chave?”, provocou. Rita retomou a discussão, introduzindo o pensamento de Michel Foucault, para explicar o conceito de dispositivos: arranjos sociais que articulam saber e poder na produção de verdades que serão tomadas e propagadas pela população. Um dos exemplos apresentados foi a “drapetomania”, termo do século XIX criado para patologizar pessoas escravizadas que fugiam de seus senhores.

A reflexão se estendeu para a atualidade, conectando passado e presente por meio de dados estatísticos. Com base em levantamentos de Hélio Santos e outros indicadores oficiais, Rita projetou desigualdades em renda, emprego, educação e cargos de liderança. Para se ter ideia, a educadora destacou o dado que, no ritmo atual, a equiparação de renda entre pessoas pretas e brancas no Brasil só aconteceria em 2365.

No desfecho da palestra, Rita apresentou estudos que demonstram como a diversidade dentro de empresas amplia o lucro, a inovação e a capacidade de resposta. As pesquisas exibidas por Rita apontam uma tendência global: as novas gerações demandam ambientes mais diversos, e os resultados econômicos acompanham essa mudança.

Na hora de concluir, Rita recorreu ao filósofo Maurice Merleau-Ponty para falar sobre a reflexão e tomadas de decisão. “O mal não está dentro, o mal não está fora. O mal está no tecido social que tecemos entre nós. A cada interação. A cada vez que a gente decide se a gente vai se ouvir ou se ignorar. O mal aparece cada vez que a gente pode fazer algo e faz algo”, pontuou. “Mas a gente pode rasgar o tecido e construir um tecido melhor. É só assim que as sociedades mudam”, finalizou.

Ponte de R$100 milhões

@Fonte: Jornal do Commercio - Cidades - 01/09/2022


A nova ponte do Recife, que ligará o bairro de Areias, na Zona Oeste, ao da Imbiribeira, na Zona Sul, tem orçamento estimado em R$ 100,5 milhões aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura. A informação exclusiva foi obtida pelo JC por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A gestão municipal confirmou também que, de fato, vai realizar a obra para construção do equipamento. A ponte é prometida há pelo menos 40 anos na capital pernambucana. Ele irá da Avenida Tapajós, em Areias, até a Avenida Engenheiro Alves de Souza, na Imbiribeira, totalizando 335 metros. Junto à construção, estão previstas obras viárias em 2,3 quilômetros das vias.

Para a execução, o poder municipal estima que 76 imóveis devam ser desapropriados, com valor estimado de R$ 6,4 milhões em indenizações - que ainda serão discutidos com os moradores. Questionada, a prefeitura não respondeu quantos têm a posse das terras - com isso, os moradores recebem, além da construção, também pelo valor do terreno. Ainda, afirmou que “não existe previsão de construção de habitacional para as famílias expropriadas”. O processo de licitação tem previsão para ser iniciado ainda neste mês de setembro, com a posterior contratação da firma vencedora de tal certame. Só a partir da conclusão desse processo, a data de início das obras po derá ser confirmada - informou a gestão.

O projeto conta com quatro faixas de rolamento (duas em cada sentido), ciclofaixa bidirecional de 2,3km em toda a via, 15 novas paradas de ônibus e requalificação das calçadas para garantia da acessibilidade, como piso tátil direcional e de alerta, além de faixas de pedestres e travessias em nível. Pretende-se embutir a rede de telecomunicações, remanejar drenagem, o abastecimento de água e a coleta de esgoto para a faixa de rolamento, requalificar a rede de iluminação pública e o pavimento e replantar 261 árvores, totalizando arborização com mais de 350 árvores. A gestão também pretende fazer obras complementares de urbanismo, paisagismo e acessibilidade, além de um espaço de convivência na Avenida Tapajós.

ANÚNCIO O prefeito João Campos (PSB) afirmou em 7 de julho que anunciaria ainda no segundo semestre “talvez a maior ponte que o Recife vai ter”. “No segundo semestre a gente vai estar anunciando outra grande ponte na cidade, talvez a maior ponte que o Recife vai ter. É mais um sonho realizado no Recife, que há mais de 15 anos não fazia uma grande ponte”, pontuou o gestor municipal. Atualmente, está em execução a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que ligará o Monteiro à Iputinga. As obras foram retomadas pela gestão atual em setembro de 2021 após sete anos paralisadas, mas enfrentam resistência de moradores. Isso porque o projeto prevê a desapropriação de 53 casas da Vila Esperança-Bodocó, uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) da cidade.