Neurodivergência e atenção aos idosos fizeram parte da programação do curso “Formação de Recepcionista de Condomínio”
@Secovi-PE - 29/05/2026
O avanço acelerado das segundas residências no litoral pernambucano este ano, impulsionado por resorts integrados e a profissionalização do aluguel por temporada, está provocando um efeito direto no mercado de trabalho: a demanda por recepcionistas de condomínios, que cresce no mesmo ritmo da expansão imobiliária. Administradoras e síndicos percebem cada vez mais que a presença de profissionais capacitados na linha de frente deixou de ser um serviço complementar e passou a ser peça-chave para o atendimento das expectativas dos visitantes. Soma-se a isso a exigência de um alto nível de preparo também para a recepção em condomínios corporativos, a fim de garantir a experiência de alto padrão esperados por este público.
Diante desse panorama, o Secovi-PE promoveu, nos dias 28 e 29 de maio, o curso Formação de Recepcionista Condominial, reunindo profissionais interessados em aprimorar conhecimentos e desenvolver as competências essenciais para atuação em condomínios empresariais, flats e outros empreendimentos do setor imobiliário. O curso foi ministrado conjuntamente pelos psicólogos Liliane Arruda e Luan Arruda. De acordo com eles, integraram a turma tanto profissionais de recepção quanto síndicos, interessados em entender melhor todo esse processo. “Buscamos promover a troca de vivências entre eles e a reflexão de que somos uma “rede” enquanto profissionais, objetivando a facilitação de atitudes e sua aplicação nas situações do cotidiano”, comenta a psicóloga.
Um dos destaques do curso foi a atenção dada aos públicos compostos por neurodivergentes e pessoas idosas, cujas necessidades específicas exigem atenção qualificada. Isso significa adotar cuidados que vão desde comunicação clara, acolhedora e sem ruídos até a compreensão de sinais de sobrecarga sensorial, oferecendo orientação com calma e previsibilidade, com foco na garantia de acessibilidade física e informacional.
A recepção deixa de ser apenas um ponto de entrada e passa a ser um espaço de cuidado, inclusão e mediação, capaz de transformar a experiência de estadia e convivência em algo verdadeiramente seguro e humano para todos os perfis de moradores e visitantes. “A postura do recepcionista exige uma formação continuada para entender os movimentos sociais e se manterem aptos a responderem às situações, lidando com diversos públicos como neurodivergentes, LGBTQIPN+, e idosos, por exemplo”, explica Luan Arruda.
“Ficamos muito felizes em ministrar esse curso, e promover o desenvolvimento com as pessoas. Percebemos que, dentro das relações, podemos ampliar nossa visão e os cuidados aplicados nos serviços que estão sendo executados”, concluem os psicólogos.
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