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Notícias

Contendo temas importantes e necessários, cartilha “Corretoras Arretadas em Ação” é entregue no Secovi-PE.

@Secovi-PE - 14/06/2024


Na quinta-feira, 13, a 2º vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Pernambuco – Creci-PE, Maria Zélia Pereira da Silva, entregou exemplares da cartilha “Corretoras Arretadas em Ação”, na sede do Secovi-PE. O material, lançado nacionalmente, também em versão digital, traz um conteúdo rico, tratando desde aspectos técnicos da profissão até tópicos relacionados ao combate à violência de gênero.

Idealizada e desenvolvida através da Comissão das Corretoras Arretadas, a cartilha imprime em suas páginas uma postura inovadora e o testemunho do compromisso do Creci-PE com a igualdade, respeito e inclusão da mulher no mercado imobiliário. “Com o apoio constante do presidente Francisco Monteiro, a cartilha oferece suporte e estratégias para lidar com situações de assédio, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e inclusivo. Além disso, aborda temas essenciais como o enfrentamento do machismo e celebra as conquistas das mulheres no cenário imobiliário”, explica ela.

Em sua confecção, a fim de dialogar de forma mais assertiva com o seu público-alvo, foram usados elementos da cultura nordestina. “Cada página e tema foram elaborados para inspirar as corretoras a se destacarem em suas trajetórias profissionais. A cartilha é enriquecida pela participação de profissionais renomadas que compartilharam suas perspectivas, tornando este material uma fonte rica e inspiradora”, completa Zélia Pereira. De acordo com ela, a cartilha já está sendo apontada como um benchmarking de grande relevância para os conselhos de outros estados.
A versão digital da cartilha “Corretoras Arretadas em Ação” pode ser encontrada através do link abaixo:

Link: http://creci-pe.gov.br/cartilha-corretora-arretada.

Cortes ampliam déficit habitacional

@Fonte: Jornal do Commercio - Política - 29/08/2022


De onde tirar dinheiro para a habitação? Essa é a principal pergunta que o próximo governador ou governadora de Pernambuco precisa se fazer ao assumir o Palácio do Campo das Princesas. No âmbito estadual e municipal, os gestores acostumaram-se a apenas estruturarem projetos e os submeterem à Caixa Econômica Federal para disputar recursos da União, que estão mais escassos a cada dia. Dos recursos previstos pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para habitação, nos últimos quatro anos, o corte representou, em 2022, uma involução equivalente a quatros vezes os valores que eram aplicados em 2019. O resultado: cidades estão tomadas por ocupações, moradias irregulares e habitantes sem qualquer esperança de moradia digna. Do Orçamento de R$ 4,6 bilhões em 2019, o governo federal chegou a 2022 com a previsão de investir na habitação apenas R$ 1,077 bilhão. O calendário já aponta para o fim do ano, e a execução desse montante federal ainda só chega a R$ 417,7 milhões. Em relação a Pernambuco, de 2019 a 2022, foram destinados cerca de R$ 593,5 milhões do Orçamento Geral da União a obras e projetos de habitação (provisão habitacional e urbanização). A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), por sua vez, diz que nos últimos oito anos do governo Paulo Câmara, portanto um calendário muito mais esticado, o governo do Estado aplicou R$ 620 milhões. Nos últimos quatro anos, os aportes estaduais recuaram de R$ 98,8 milhões para R$ 75,8 milhões. Cabe destacar que o dinheiro do Estado não banca grandes obras. Para se ter ideia, em 2021, R$ 13 milhões foram destinados apenas ao pagamento de auxílio-moradia. Uma demanda que gira em torno dos 5.560 dependentes ao mês. “Pernambuco como um todo, levando em conta os dados da Fundação João Pinheiro, tem quase 80% dos domicílios permanentes como inadequados, ou seja, faltando algo. Faltando infraestrutura ou a própria casa em condições difíceis ou falta de regularização da própria posse da terra”, explica a diretora nacional da Habitat para a Humanidade Brasil, Socorro Leite. O que a Fundação João Pinheiro mostra é que, entre 2016 e 2019, o déficit habitacional no Grande Recife passou de 112.250 para 113.275 unidades. Acompanhando a evolução no Estado, que alcançou déficit de 246.898 unidades em 2019. Os dados da Fundação João Pinheiro são os utilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para mensurar o déficit habitacional nos Estados. Mas os números constrangedores não param por aí. A Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) já estimou em 2020 a demanda de 600 mil moradias em todo o Estado na década que vai até 203. Isso sem contar com um déficit estimado em mais de 320 mil habitações. O Estado diz que em oito anos de gestão foram entregues 16 mil moradias. Insuficiente. Já que nem de longe chega perto da demanda existente. O governo federal diz que deu início ao Casa Verde e Amarela, em 2020, incorporando as contratações e entregas do Minha Casa, Minha Vida, e, dessa forma, de 2019 a 2022, em Pernambuco, houve a contratação de 39,9 mil unidades habitacionais. No mesmo período, foram entregues 55,3 mil imóveis. A pasta ainda diz que tem atuado em outras frentes, como a modalidade de financiamento Parceria, que busca, juntamente aos governos estaduais e municipais, facilitar o acesso à casa própria pelas famílias de baixa renda. O Governo de Pernambuco manifestou interesse na modalidade, no entanto, não fez ainda o envio de documentação para validar o registro na modalidade que reduz ou zera o pagamento de entrada para financiamentos habitacionais voltados a famílias com renda de R$ 4,4 mil. Hoje, o Estado tem 10.580 moradias com contratos vigentes e que, espera-se, sejam entregues em tempo hábil à população.

Sonho perdido há mais de década - Duzentas e setenta e duas famílias esperam há pelo menos 11 anos, quando foi assinada a ordem de serviço do habitacional Mulheres de Tejucupapo, para terem uma casa própria. Após tanto tempo, a promessa é de que no próximo mês de dezembro, o empreendimento será entregue às famílias, que nem alimentam mais a esperança. “A ansiedade a gente não tem mais. Queremos os apartamentos, mas não tem expectativa. Eu mesma prefiro que, na situação que está, entreguem só no ano que vem”, desabafa a auxiliar de serviços gerais Maria do Carmo, 53 anos. Antes mesmo da ordem de serviço, ela ocupava terreno onde vieram a ser erguidos os prédios, com outros moradores. E atualmente por lá, fora as ‘edificações ocas’ que já subiram, pouca coisa mudou. “Além de moradora, eu faço parte da comissão de fiscalização. Essa já é a terceira construtora que o Estado coloca. E a gente vê, assim, talvez, se fosse obra particular já tivesse terminado”, detalha do Carmo. Segundo ela, a primeira construtora parou porque identificaram tudo abandonado na obra. A segunda, também parou de repente. “O prazo que deram inicialmente a gente era de quatros anos. A gente sabe que não tá perdido, porque já vimos outras situações. Mas é muito tempo que estamos no aguardo”, diz ela. A última visita dos moradores foi feita no mês passado. Por lá, foram informados pela Cehab de que a obra seria entregue no mês de dezembro deste ano. “A construtora falou para a gente que entregava em fevereiro ou março de 2023. Mas o engenheiro da Cehab falou que teria de ser até dezembro, por conta da verba. Se a verba acabar, como vai construir? Ainda tem essa preocupação. Só tem dinheiro até dezembro. A gente não tem mais expectativa. É tanto que foi a gente mesmo que disse pro mestre de obra e dono da construtora que, se desse, daqui para fevereiro, março era melhor”.

SEPARAÇÃO Esperando um apartamento no Habitacional Mulheres de Tejucupapo há 11 anos, Maria do Carmo teve agora o direito de conviver com os filhos vilipendiado pelo poder público, que deveria prestarlhe o melhor dos serviços. “Meus filhos trabalham em Camaragibe. Então, morar com o pai ficou melhor. O mais velho, na época que a gente estava buscando esse apartamento, tinha 12 anos. Agora, está todo mundo pagando aluguel. Eu não tenho espaço aqui. Eles estão agora com 20 e 25, e vejo eles um fim de semana a cada 15 dias, mas nos falamos pelo WhastApp”, conta. Atualmente, Maria do Carmo mora na comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife. Não é a sua primeira ou segunda casa alugada: “Essa já é a décima”, busca na memória. “Quem vive de auxílio é assim. A gente muda que só…Porque não dá para pagar aluguel. Quando não paga, o dono da casa pede ela de volta. O dinheiro é pouco e ainda demora a sair”, complementa. Na casa do Detran, são basicamente três cômodos, no valor de R$ 350. Do salário mínimo que ganha ainda paga energia, compras de casa e ajuda na moradia dos filhos. Quando morava com eles e o marido, a situação já foi de moradia cedida, passou por casa de apenas dois cômodos e até mesmo um barraco. “Meus filhos agora estão prestes a casar, os planos que eu tinha com eles já mudaram”, reflete ela. Hoje, segundo a Cehab, a obra conta com 45 funcionários, mas segundo os futuros moradores, a promessa é de que a esta altura o número de funcionários seria de 80. “A quantidade de funcionários alocados na obra para atendimento do prazo de execução é de responsabilidade da empresa contratada, e a mesma diz que em função da demanda pode vir a realocar profissionais qualificados, já contratados, de outras obras em andamento ou contratar novos profissionais”, afirma em nota a Cehab. A construtora em questão, Multiset Engenharia, tem seu registro na Receita Federal como empresa de pequeno porte, ou seja, tem até 99 funcionários. Mas além do contrato de R$ 14,5 milhões com o governo para concluir o habitacional, ainda mantém três contratos com a Prefeitura do Recife para: Revitalizar os quiosques da Praia de Boa Viagem; construir a Escola municipal Jardim Uchôa e a Unidade de Educação CMEI Campina do Barreto. Ainda assim, a Cehab diz que a previsão de entrega está mantida para o mês de dezembro, com garantia orçamentária. O JC entrou em contato com Ministério do Desenvolvimento Regional para consultar a disponibilidade orçamentária da obra, mas não houve resposta. A construtora também foi procurada para detalhar os prazos das obras e consequentente distribuição de pessoal nas construções, mas não retornou o contato.